Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Síndrome de Asperger

 

 
Aliciada por um amigo que adoro, li este livro, O estranho caso do cão morto de Mark Haddon. Embora o título não seja muito sugestivo, relata um caso de vida deveras diferente!!!
Pleno de emoção, da mais espectacular lógica e repleto do mais puro sentimento. Leiam
 
 
Foram 6 horas seguidas de leitura, sem poder deixar de o fazer, absorveu-me por completo. Deparei com um problema muito diferente do habitual que pouquíssimo conhecimento tinha e sem a mínima noção da plenitude da sua existência.
O Síndrome de Asperger. É um problema provocado por diversos processos bioquímicos que afectam a forma como as coisas se desenvolvem no cérebro, mas disto nada sei, nem pelo que me apercebo, pouco sabem, a não ser que embora diferentes, são deveras especiais. Porque não deverá ser nada fácil viver num mundo onde se é bom na lógica e muito fraco na intuição e ter que aprender a entender o complicado, se com o mais básico, a tal lógica, se atingem mais facilmente os objectivos?
A vida para os Asper, é como a matemática, simplesmente lógica e poucas regras, regras essas nada complicadas em relação a ter que aprender a interpretar expressões faciais, as corporais, as emoções alheias e entende-las, além de ter que expressar a deles próprios e integrar-se num mundo repleto de regras, algumas delas impossíveis de descrever, as chamadas regras não escritas.
Não sabem mentir, são puros de coração e muito mais.
Aprendemos imenso com eles, a entender um mundo diferente, a forma tão simples de dizer as coisas, com a mais bela pureza. Mas o mundo, fora do mundo deles a realidade é outra e é precisamente nessa em que se vão integrar. Precisamos apenas ensinar em tudo que seja possível estas pessoas tão especiais, a entender mais facilmente, as tão complicadas regras, para assim não terem que sofrer tanto, embora por vezes pareçam não ter sentimentos, mas têm-nos, porque todos os dias é uma batalha interna e dura.
A dor que se deve sentir viver num mundo estranho, cheio de regras, repito-me, algumas delas impossíveis de descrever.
Muito haverá mais a dizer, sem dúvida, mas nem este bloguito chegava, embora ainda tão pouco se saiba sobre esta Síndrome. Mas existem imensos links onde se pode aprender bastante. Deixo dois links aqui. Vejam antes de continuar.
 
 http://www.youtube.com/watch?v=mSSCIqsvQK4
 
 
 http://www.youtube.com/watch?v=2F0cuoxg6mE
 
Mas o que me levou a escrever este post, foi o facto de que talvez ainda emocionada pelo livro e pelo pouco que já li sobre o assunto, ter recebido um daqueles emails repassados que parecem normais, mas que neste caso chamou a minha atenção:
 
 

: FWD: Aluno do 9ºano EB 2/3 Espinho
Para:

O amigo que enviou esta mensagem, é casado com uma professora

que teve conhecimento desta "alarvidade" do aluno.

É difícil, nesta conjuntura de Isabeis-Descançadas a mandar na pasta

da "inducação", saber se a culpa é inteiramente do pobre aluno.

Uma coisa é certa: vai passar para o 10º ano.

Já agora uma pergunta: os pais do aluno como reagem??

 
Aluno do 9ºano EB 2/3 Espinho
 
 Fantástico, é mesmo FANTÁSTICO !!! Embora infelizmente não seja inacreditável, nem extraordinário e que somente exista na nossa  imaginação . Por isso também tem muito de  POBRE ...
 
 
Se tiver dificuldade na interpretação da resposta do aluno, aqui vai a transcrição possível sobre a opinião do mesmo sobre o papel da escola na formação dos cidadãos :
O papel da escola eu axo que é igual a um papel qualquer de imprensa A4. E de certeza que é. tem a mesma grossura e tudo. Agora se estão a falar, por exemplo, das folhas de Teste que é uma folha A3 duberada ao meio fazendo duas folhas A4, axo melhor que as folhas de teste sejam assim do que só uma folha A4, essas fichas que os professores dão são sempre folhas de formato A4 ou de formato A5 . Os testes As professoras metem sempre folhas de formato A4 mas quando são mais as professoras agrafam sempre as folhas e nunca fazem teste com folhas formato A5. Por isso eu axo que as folhas desta escola são iguais às das outras escolas ou de outras empresas.
 
 
 
Repare-se como é incrível a interpretação à “letra” do papel da escola que se não consegue misturar com a formação de pessoas, porque literalmente falando, papel é papel, cidadão é cidadão.
Impressionantemente descrita os pormenores das folhas, seus tamanhos e serventia e qual e quando a folha era distribuída. Mas ainda, dá a opinião da forma mais simples para folha de teste. Além daquele pormenor de, identificar as escolas com as empresas. O texto tem 10 linhas precisamente. È preciso ser muito atento ao que é lógico, não é?
 
Analisando o texto e o conteúdo, e partindo do pressuposto, este email que recebi seja válido, o texto dá que pensar, não dá? Mesmo para alguém que leu mesmo muito pouquinho, que nada sabe, mas que incentiva, quem quiser, porque vale a pena, talvez começar pelo livro e por aí… Porque o problema existe, com maior proporção  da que imaginamos e a larga maioria de nós, não a sabe detectar. Não é fácil. Eu estou a tentar aprender. Porque nas nossas gerações vindouras ou já presentes, esse mesmo sindrome pode estar lá. Será muito bom saber detectar precocemente, ajuda bastante, embora nunca seja tarde.
 
E quem sabe se não passa por este meu cantinho a pessoa certa, que algo lhe chame a atenção, que reconheça o email, caso seja válido, reconheça, quem sabe, a letra em relação ao aluno e à referida escola que analise este pequeno texto desta, calculando a idade, ainda criança, reafirmo, tomando o email como verdade, a integrar-se da melhor forma, neste mundo estranho que é o nosso.
 
A ti meu querido amigo, que já em outras alturas me desafiaste a ler outros livros e sei que não será o ultimo. Obrigada. Gosto de ti de verdade. Beijinho doce.
 
Lis
 
 
publicado por Sempre seriamente na boa às 19:11
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Distância

   

 

 

 

A distância que comprime, magoa e que é relembrada em cada contrariedade.
 
Não é relevante a razão pelo qual isto acontece, mas sim o desconforto que faz sentir lá no recôndito do nosso mais profundo ser, a todos nós, sem excepção, seja qual a razão.
 
E desconforto não é bom, mas tem uma razão.
 
Nada na vida acontece por acaso, tudo uma razão tem. Mas deveras relevante a razão dessa mesma razão.
 
Como lidar com a razão, como aprender a crescer com ela?
 
Talvez tentar conhecer a razão, analisa-la, observa-la, senti-la e acima de tudo tentar entende-la, para isso é necessário estar atento aos sinais que a vida todos os dias oferece.
 
Laços se formam à distância. Mas porque razão?
 
Talvez não exista distância.
 
Então porque ela comprime, magoa e contraria? Sem ser, relevante a razão.
 
Talvez não saibamos gerir e entender a distância.
 
Mas não será essa aprendizagem que se terá que entender?
 
Gerir o desconforto. Crescer mais um pouco. Porque o desconforto ao dar lugar ao conforto, torna este duplamente agradável.
 
Viver aqueles momentos confortáveis em pleno, deixar a vida fluir, pensando no bom que foi, no bom que é e no que irá ser e tentar assim, não deixar o desconforto instalar-se.
 
Se tudo tem uma razão, existe também uma razão para a distância.
 
Talvez, estar-se atento e ter sempre presente na mente duas palavras.
 
Amor e Verdade.
 
Porque estas duas palavras, tem o poder de tudo vencer.
 
Lis
publicado por Sempre seriamente na boa às 23:18
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